A sardinha tem a fama. O mexilhão tem o ferro.

Mexilhão acabado de tirar do mar, nas mãos de um dos homens da Finisterra, ao largo de Sagres

Fama é coisa que se ganha com o tempo; ferro é coisa que se mede. E, medido, o mexilhão tem mais do dobro do ferro da sardinha, com um quarto da gordura e o mesmo ómega-3.

Uma lata de mexilhão Finisterra tem 2,5 g de gordura por 100 g; a sardinha em óleo, escorrida, tem 11,5 g. O mexilhão é magro por natureza e a lata não lhe acrescenta óleo, só o caldo que ele próprio larga ao ser cozido a vapor. Fica um alimento com pouca gordura, 0,8 g de saturada, e muita proteína: 21 g por 100 g, quase 80 % das calorias. Uma lata inteira, escorrida, são 86 kcal.

No ferro é que o mexilhão ganha de longe: 7,2 mg por 100 g, metade do valor de referência diário e mais do dobro da sardinha, que fica pelos 2,9 mg. No sentido legal da expressão, tem alto teor de ferro. O ferro contribui para a formação normal de glóbulos vermelhos e para a redução do cansaço e da fadiga.

Costuma pensar-se que o ómega-3 vem com o peixe gordo. O mexilhão desmente-o. Ómega-3 é o nome de uma família de gorduras, e as duas que interessam no peixe e no marisco chamam-se EPA e DHA: o mexilhão tem 435 mg de EPA e 491 mg de DHA por 100 g, tanto como a sardinha, e uma lata dá cerca de 740 mg, três vezes os 250 mg diários com que o EPA e o DHA contribuem para o normal funcionamento do coração. O DHA contribui ainda para a manutenção de uma visão normal e de uma função cerebral normal.

É também dos alimentos mais ricos em vitamina B12 que existem: cerca de 24 µg por 100 g, dez vezes o valor de referência diário. A vitamina B12 contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso e do sistema imunitário. Traz ainda selénio, cerca de 90 µg por 100 g, acima do valor de referência inteiro; o selénio contribui para a proteção das células contra as oxidações e para o normal funcionamento da tiroide.

Porque é que esta lata é assim? A lista de ingredientes tem duas linhas: mexilhão biológico e caldo de mexilhão biológico. O mexilhão cresce em cabos suspensos em mar aberto ao largo de Sagres, onde a água está classificada com o grau mais alto de qualidade, e é enlatado no Porto da Baleeira menos de 24 horas depois de sair do mar. É biológico com certificação europeia desde 2016 e foi a primeira quinta de mexilhão da Europa continental a receber a certificação ASC.

Lata aberta de mexilhão biológico Finisterra, no seu próprio caldo

Sabia que a vitamina C aumenta a absorção do ferro? Prove uma lata de mexilhão frio com umas gotas de limão. Ou então:

  • morno, num arroz ou numa massa, com o caldo da própria lata;
  • numa salada de grão com cebola roxa, coentros e azeite;
  • numa tosta, com azeite e pimenta.

Experimente pôr mais ferro à mesa. O seu corpo agradece.

As conservas

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